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sábado, 21 de maio de 2011

Em nota!

Então pessoal, a exposição acabou nesta sexta feira, 20 de maio. E ja nos primeiros momentos em que retirava meus desenhos das paredes sentia saudades. Recebi as críticas e elogios com a mesma euforia. Me propuz a isso e poxa...O resultado final foi melhor do que eu esperava!

Eu percebi que expor, mesmo que num espaço pequeno, (como a faculdade, seguindo o exemplo do que fiz) não é mais fácil. Pode haver menos pressão, mas fácil não é. É, pra mim, como revelar algo tão pessoal, profundo e primitivo pra várias pessoas que nem ao menos supomos existir. É mesmo deixar fluir. E definitivamente isso não é tão simples como parece. Uma verdadeira exposição, e não é só de desenhos...
Ficou muito claro também como esse é um trabalho individual, solitário. Cheguei na 2ª, 16 de maio, por volta das 10:00hs (artista pobre anda mesmo é de busão!), atrasada! Começei a montagem, solitáriamente... As pessoas ficam mesmo curiosas...Sobretudo com essa coisa de artes...Elas realmente querem ver do que vc é capaz. A medida que o tempo ia passado, eu percebi que a exposição não começava com quadros na parede, mas com eles no chão, amontoados esperando a hora de serem de de fato, vistos. Na verdade, ela começa ainda antes: na cabeça. Quando passa a existir essa posssibilidade.

O processo todo, que vem desde setembro do ano passado (quando me inscrevi pra expor), eu vinha elaborando uma coleção de idéias praticas e mentais. Mas esse cíclo foi abruptamente quebrado quando o professor que ia me orintar saiu da faculdade e eu simplesmente perdi a referencia. Uma pessoa meio lenta com eu, precisava de alguns dias pra digerir essa informação logo no início do semenstre, e cara...foi uma pedreira. Como não executar uma atividade que eu propuz a mim mesma? Não podia falhar comigo justamente nesse momento.Numa situação como esta, precisamos fazer uma substituição estratégica... Na qual obtive pouco exito. Chamei uma professora pra me orientar, levei pra ela alguns trabalhos, que na opinião dela estavam imaturos. Metade da produção ela descartou logo de cara. Nesse dia, eu sai da faculdade me sentindo 'o cocô do cavalo do bandido'. Mas como desistir? Me perguntava. Me perguntei isso várias vezes durante a produção. Mesmo sem muita vontade a professora decidiu (por pena??? Que escroto!) me ajudar, e eu claro, aceitei, pois precisava da assintatura dela no meu certificado. E nessa hora, eu estava tentando de verdade não ser muito orgulhosa. Mudei o estilo básico do que apresentaria na exposição e desenhei frenéticamente. Quem ler essa parada não tem idéia da frequencia e da proporção de desenhos que fiz num curto espaço de tempo. Me obriguei a fazer desenhos maiores e comprar materiais novos. Pelomenos o tema eu pude deixar como estava. E trabalhei muito. Aprendi muito também! Assim, minha coleção começou a ter características muito próprias, e eu começei a me ver refletida nela. A partir desse momento, eu defini coisas comigo mesma: a principal era, que mesmo sem a professora achar meus trabalhos 'bons', eu ia seguir em frente, na minha cabeça tava tudo pronto, e isso importava de fato.

A questão que me deu de presente umas ruguinhas foi a parte técnica. Como montar? Os desenhos estavam prontos, mas e a montagem? Infelizmente não da pra ser 100% perfeito na primeira vez! E acho que a aprensentação da exposição da maneira simples e barata como foi, não deve ser repetida muitas vezes. O reflexo produzido pelos plásticos e pelo acetato tiraram a beleza e o colorido noturno e pesado dos meus desenhos. E eu só tive plena consciencia disso quando os vi presos a parede. Não tinha jeito, ia assim mesmo! Chega um momento na vida em que não podemos desistir por causa de obstáculo X ou Y. E eu entendi então que o importante era a idéia, o trabalho, a coragem. Os cartazes estavam prontos e editados (pq o primeiro, feito na pressinha saiu com uma letrinha trocada), os videos pra internet estavam prontos e eu tinha gasto uma grana(que eu não tenho) pra fazer isso acontecer. Bem, meus desenhos então estavam nas paredes do Espaço EBA7. E o caderninho para as assinaturas tbm. Naquele dia não assisti aula (pq fiquei montando tudo) e não encontrei nenhum conhecido, então precisei guardar pra mim toda euforia e insegurança que me habitavam naquele momento.

Passada a semana, cheguei a sonhar com isso (tava muito impressionada!), na 4ª feira, cheguei correndo pra ver se estam todos lá, presinhos..rs se alguém tinha 'bulido' com meus filhos! Tava tudo tranquilo, tava tudo bem! E a rotina de aulas seguiu em paz. Na 6ª feira, voltei ao Espaço pra retirar minha exposição. Antes, assisti a aula com a professora em questão. Eu estava pilhada de mais. E preferi pintar uma aquarela, pra distrair! Não ia chegar no ultimo dia da semana, da exposição e pedir pra ela assinar o papel pro certificado. Se antes eu não me importei(???) com o fato dela achar meus desenhos imaturos, as pessoas que passaram por lá, me apontavam outra coisa. Haviam críticas, mas tudo muito incentivador e muitos elogios.

Eu sabia desde sempre que meus desenhos não eram ruins, tampuco imaturos a ponto de eu não poder fazer fazer uma exposição acadêmica. Meu objetivo não era chocar o mundo com o trabalho mais incrível e criativo do universo. Era apenas mostrar o que aprendi a fazer (com técnica, é bom que fique claro) durante todos esses anos de estudo. Meu trabalho é sentimental, mas também é pensamento. Rabiscos qlqr um faz. Mas e a técnica, o entendimento? Para desconstruir um conceito, precisamos de conhecimento, de treino. E acho que estou caminhando nesse sentido. Resolvi então não entregar a folhinha pra professora. Subi pro 7ªandar. Li o caderninho rapidamente, encontrei minha amiga Mariana que faz Geologia e foi pra Reitoria só pra me prestigiar!!! Fiquei feliz, tiramos umas fotos malucas! Recebi um elogio no corredor, pela exposição. E desmontei tudo. Recolhi meus trabalhos e fui ao departamento. Dessa vez contei a história toda, e falei da falta de assinatura. Tudo bem a essa altura. Eu estava realizada, e por mim mesma! Ainda mais por ter saído uma notinha no jornal do bairro da Ilha do Governador. Ver meu nome escrito e meus desenhos numa folha de jornal foi o máximo! Nunca pensei passar por isso, ainda mais assim...! Ok, é uma jornalzinho de bairro (e nem é do meu bairro..rsrsrsrsrs)...Mas eu ainda sou uma estudante! Ta de bom tamanho por enquanto.É uma boa sensação, mas tbm angustiante, confesso! Voltei pra casa, com um mooonte de desenhos enrolados, num onibus cheio (é bom não esquecer que sou uma artista pobre!). Mas valeu a pena essa saga, cada minuto, todo o desgaste... sai disso tudo mais segura, mais tranquila, entendendo mais certas coisas. Que bom, me sinto melhor. Ja pensando nas próximas empreitadas!!!

Gostaria de aproveitar o momento pra agradecer a todos que estiveram por lá. Agradecer aos que quiseram ir, mas por algum motivo não puderam, aos que torcem por mim!

Muito obrigada:
Ao Jean pelas fotos, muito bom! Eu chego pra ele com uma idéia desforme, mirabolante e ele consegue me ajudar a torna-las realidade, ordenando pensamentos e viajando comigo nessas idéias. Isso é magnífico!
A Andrea, pela edição de video, pelos comentários dos meus desenhos durante a produção, pela força.
Obrigada a minha mãe que acreditou no meu trabalho e  investiu (e me surpreendeu!!!). Esse apoio é fundamental, e nunca vou me esquecer disso.
A Glorinha que fez a capa do caderno de assinaturas. E por ter compreendido todos os meus atrasos durante esse processo.


Obrigada de coração!



Até mais!!!!

domingo, 15 de maio de 2011

É AMANHÃ!!!

Então meu blog querido e quem , eventualmente passar pra dar 'aquela espiadinha', é amanhã, dia 16 que começa a exposição que farei no espaço EBA 7, no prédio da reitoria da UFRJ/7º andar, Ilha do Fundão.
Eu sei, eu seeeeeeeiii q o lugar é um tanto contra mão, mas poxa...tenh certeza que quem for vi gostar. Pelomenos essa é minha expactativa, pois essa é minha primeira exposição individual. O espaço EBA 7 não é tão grande ,ams vai abrigar uma pequena mostra de trabalhos feitos por mim durante 1 semana, ou seja, até dia 20 de maio.
Quem puder comparecer, vai me deixar muito grata e feliz. A quem não puder ir, ok..eu entendo a correrira da maioria...Si que n~em sempre é facil se deslocar dessa forma.
É isso, queridos, conto com todos!!
Boa semana pra todos nós!